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Dec. 16th, 2009

(no subject)

Que zunido é esse? Que barulho é esse na minha cabeça? Será que é abstinência? Amor causa abstinência? Por que ainda não tem pra vender nas farmácias as drogas que o nosso organismo produz? O que é liberado quando estamos perto de alguém que é especial? Tragam ela pra cá, sério. Por favor. Vou começar a alucinar. Eu escuto uma música e lembro de coisas que não aconteceram e imagino coisas que poderiam acontecer. Um quarto branco com paredes brancas, lençóis brancos... uma sacadinha de frente pro mar, uma praia deserta. Esse é o sonho de todo mundo. Por que o governo não patrocina isso? Eu já sei o que eu quero pra minha vida, é uma coisa simples. É isso. Podia viver assim pra sempre, só me dêem um computador pra pedir algumas coisas de vez em quando. O resto é supérfluo.

Não poderia ser mais recíproco, entusiasmador e, ao mesmo tempo, apavorante. Me levem pra lá, sério.

Sep. 7th, 2009

alphaville

(no subject)

perdi.
 

Aug. 12th, 2009

Faixa a Faixa - Little Joy

  
        
Surgido do acaso de uma embriagada conversa (entre Amarante e Moretti) e ressurgido pela insistência de uma amiga em comum (Binki Shapiro), o Little Joy desbancou até o chamado new rave e introduziu um pouco de calmaria mundo afora. A proposta inicial do grupo foi criar algo musicalmente inédito em suas careiras, erguidas nas bandas Los Hermanos e, a queridinha dos anos 2000, Strokes. Contudo, seria impossível privar o novo projeto das experiências de anos de ambos os lados, de modo que vestígios são encontrados em quase todas as músicas do disco de estreia – principalmente influências da banda carioca de Amarante, suposto líder do grupo. Os integrantes abandonaram sua rotina para juntarem-se na Califórnia e compôr músicas que valorizassem o clima e o cenário do local. Binki Shapiro, embora musicista talentosa, era inexperiente quando conheceu o restante da banda, mas tem o DNA a seu favor: sua mãe, Helen Shapiro, famosa cantora e atriz britânica da década de sessenta. Com uma pose saída dos anos cinquenta e um pouco de atrito nas gravações, parecem forçados – renegam as modernidades a ponto de nem terem site, só um MySpace, que, segundo Moretti, foi feito “só para dar uma amostra do que estava para vir”.
            O quem veio, então, foi um álbum que levou o mesmo nome da banda criadora, com onze faixas que surpreenderam público e crítica. Little Joy é uma banda que, devido aos integrantes, já nasceu grande, ou hype. Seria muito californiana e pouco nova iorquina se fosse Strokes, seria muito despretensiosa e alegre se fosse Los Hermanos e nunca chegaria à parada alguma se fosse Shapiro. Diferentes propósitos e experiências formam o som que – é mais do que clichê dizer, mas também é inevitável – embala domingos, viagens à praia, ressacas ou descansos: o antídoto a todo agito pop de 2008.

Faixa a faixa.
      
The Next Time Around”: A mais popular e dançante da banda, foi tocada nos primeiros shows em solo brasileiro depois que os fãs pediram pelo bis, celebrando o mito de “fechar com chave de ouro”. Aqui há uma bizarra troca de nacionalidade, que faz com que Amarante cante no já acostumado inglês, Moretti num português razoável e Binki recita no mesmo idioma, embora de maneira mais forçada, mas aclamada por aqueles que mais idolatram a banda. A música, que conta com um momento em que os três integrantes cantam em coro, ganhou dois vídeos devido à tamanha popularidade: um gravado entre quatro paredes, tal como Unattainable, e que não traz grandes surpresas e até é meio desanimador – a música mais vibrante não conseguiu animar a cantora, que permanece intacta na lenda de musa cool que criou, com o olhar distante e leves batidinhas no violão ao ritmo da música (quelle surprise, parece que a moça se animou um pouco!). No outro vídeo, contudo, não só a mocinha, como também os “vilões”, aparecem em um clima bem mais relaxado, possibilitando até brincadeirinhas dos intocáveis – Amarante beija o rosto de Moretti, que presenteia a câmera com um sorriso (*suspiros*). Esse estilo mais despojado, reforçado por parte do vídeo ser gravado por eles mesmo (em uma câmera Super 8), contribuiu para a Skol, que foi presenteada com um merchandising gratuito – onde há amigos, música e Sol, há cerveja. A música mais carioca do grupo mereceu um clipe à altura, filmado na eterna cidade maravilhosa. Visando enfatizar o local, um dos momentos mais veneráveis do vídeo é o que mostra o grupo andando nos populares “bondinhos”, do Pão de Açúcar.


Brand New Start”: Na mesma linha de The Next Time Around, essa música preza pelos dias espreguiçados na areia, sem preocupações em demasia – pelo contrário. A satisfação amorosa, o cara que pega a rainha do baile que todos querem ter e todas querem ser. Todo esse blablablá mesclado com um refrão repetitivo e grudante resultam (pasme) em uma das melhores músicas do grupo – e não me pergunte por quê. Ainda sem nenhum vídeo, o que é de se estranhar, já que ocupa o segundo lugar na preferência dos fãs, além de ter a que mais apresenta a cara de hit comercial do primeiro álbum.



Play the Part”: Diferentemente da grande maioria das bandas que iniciam seus shows com uma música agitada para liberar a adrenalina de uma plateia insana, Play the Part foi o ponto de largada nas primeiras apresentações de Little Joy. Amarante já mostra toda a confiança no comando do microfone, com o backing vocal quase imperceptível de Binki, incorporado talvez só para sugar uma primeira monotonia que a música pode causar. O perfil tristonho dá marco a uma nova categoria de sons da banda – se o início do cd fez com que parecesse uma banda compositora de quase jingles, compõe-se agora para fazer menininha chorar, mas sem perda total da classe. Dedilhados firmes e um toque de MPB formam uma trilha sonora para um entardecer de domingo, do jeitinho que gringo gosta.


No One's Better Sake”: A bateria tímida, o teclado estridente, o verso repetido sete vezes no meio de uma composição rica e leves variações no ritmo. Todos esses fatores só resultam em dois caminhos: deteste ou adore, mesmo que estranhe à primeira “ouvida”. O vídeo é que o mais apela pro estilo do indie pop atual, pelas divisões de tela, efeitos banais e até um ou outro desenho de raio que consagrou outra banda vinda das terras brasileiras. Um pena, contudo, é que essa é a música mais lembra um clima praieiro (e por que não regueiro?) do cd, o que poderia ter resultado num clipe mais carioca: No One's Better Sake tem cheiro de mar, aspecto de areia e gosto de cerveja.


Unattainable”: Fazer uma parceria com Amarante e Moretti, dois grandes nomes do cenário indie atual, pode parecer assustador para qualquer um, até para a filha de Helen Shapiro. Binki dribla esse desafio supostamente inalcançável (tradução do título da música) nessa canção, assumindo o controle formidavelmente, destorcendo a atenção da melodia recheada de pestanas para sua voz suave, daquelas que servem tanto para os momentos de fossa, quanto para os mais alegrinhos. O clipe é outra arte à parte: depois de How to hang a Warhol, o grupo novamente mostra admiração pelo pai da pop art: o vídeo não apresenta firmeza na gravação, com cortadas rápidas de câmera, um típico “sub profissional proposital”, tal como Andy gostava de fazer. E mesmo que tudo isso possa fazer com que o grupo pareça um bocado wannabe, é impossível não se deliciar com a expressão dócil de Binki e o ar de coadjuvante que cada um dos rapazes carrega – afinal, aqui a estrela é ela.


Shoulder To Shoulder”: A música que melhor representa o que seria de um “Stroke from Ipanema”, mas as considerações a serem feitas a respeito param aí. Não é singular, se ouvires as demais, e é a que menos causa empolgação nas apresentações do conjunto – não é suficiente para causar desgosto, mas sim uma leve decepção. Digno para balançar o pescoço, sobreviver a uma ressaca e baixar a provável exaltação entre Unattainable e With Strangers.


With Strangers”: Um brinde à tristeza que proporciona belíssimas letras e faz com que compositores de melodias beirem a perfeição. Contudo, parece uma versão alternativa de She's a Rainbow, dos Rolling Stones. Longe de mim querer acusá-los de qualquer coisa, mas, passando With Strangers para o teclado, a semelhança é tangível. Cópia ou não, apresenta tantos aspectos positivos da canção,  além de afirmar que Amarante é quem realmente sustenta a banda. O brasileiro honra a pátria a demostrar a familiaridade com o instrumento e, principalmente, o vocal que é, no mínimo, fascinante.


Keep Me in Mind”: Faz cantarolar os bem resolvidos, e agonizar aqueles que têm o coração partido. O segundo verso (hold the feelings which are crossing the brain) já dá uma prévia do drama que segue, apresentando a amante quase esnobe que não pode dar todo o amor que o pedinte quer – uma sombra da Anna Julia que todos conhecemos. Talvez a música mais grudenta e viciante do cd, o falso refrão que intitula a canção é cantoria certa nos chuveiros dos fãs.


How to Hang a Warhol”: Entre rascunho de pássaros e letras de músicas simples e tolas, há um jovem esperançoso que busca honrar os pais através da fama que a arte pode vir a lhe conferir. Mas, no fim, se tu não gostas do que ele tem, é uma pena – ou ele não se importa, ou é tudo que ele tem. Não conhece a frustração, apenas encontrar prazer em coisas mais casuais, como uma garota e o som da guitarra. Para tanto drama, um vídeo do mesmo perfil: um dos únicos que realmente parece ter sido pensado e trabalhado, além de nítido na maioria das vezes. Um auto ironia ou homenagem é explícita pelos personagens que, além da semelhança física, posam como as fotos mais clássicas do grupo, para um Warhol confuso que tenta promovê-los. O final, em que o tal Warhol exclama “I don't like this, it's so fifties!”, é a forma de resposta da banda para todos os críticos (profissionais ou não) que vêm tachando-os de extremos adoradores da década, ao ponto de ainda não terem conseguido abraçar (ou ao menos entender) as outras tantas que vieram depois daquela.

Don't Watch Me Dancing”: É nessa que a banda demostra o que diz ser sua maior influência musical – The Velveet Underground. A calmaria da voz de Binki pode ser comparada a de Nico em músicas como I'll Be Your Mirror. Claro que a voz da musa pálida dos sessenta tem um timbre mais grave e melancólico, mas é na maneira lenta de cantar palavra por palavra que Binki se inspira. Outra manifestação da adoração pela banda aclamada por Warhol é o final, onde o nome da música é repetido suavemente, quase em eco – uma semi psicodelia, tão típica de Velvet.

Evaporar”: A canção de ninar que encera o álbum de estreia da banda, renasce o espírito Los Hermanos de Amarante na letra escrita com um jogo de palavras quase barroco, típico da banda carioca. A melodia, contudo, é algo nunca antes experimentado por essa e nem pela outra banda (Strokes) que, dos fragmentos, formou Little Joy. A primeira “bola dentro” com o principal objetivo do grupo: não só fugir do óbvio, mas também do passado musical de cada um.

Aug. 10th, 2009

Ligando para um bastardo.

       Dentre as grandes datas comemorativas, a menos valorizada é aquela para celebrar a linhagem paterna de cada um. O dia dos pais não desperta grandes emoções nem aos homenageados, nem às grandes empresas comerciais – a rara vaidade masculina reduz as possibilidades de presentear: uma caneca dos filhos menos afortunados, um par de meias dos menos criativos e um celular daqueles que conseguiram um bom salário devido aos grandes investimentos feitos pelo paizão.                                                                                                   
      
No primeiro domingo de agosto, a dona de casa acorda mais cedo que o habitual para pôr à mesa colheres, canecões, quitutes e etc, mas deixa que o prato principal seja preparado pelo genitor de um sem número de ranhentos que se põe à comemoração com um mal humor sem fim. O garotão adolescente, que ainda não conseguiu curar-se da ressaca da noite anterior, cumprimenta com um aceno e se põe ao lado de uma criaturinha semelhante, mais nova, que presta mais atenção no filme que passa na Temperatura Máxima do que no discurso forçado que o homenageado é obrigado a fazer. Essa obrigação é um entre os tantos constrangimentos que a data causa no bom homem que não espera muito de um domingo à tarde: quer cochilar no sofá com o zíper aberto depois de algumas latas de cerveja, esperando o seu time golear o rival. Longe de querer generalizar, mas sabe-se que, desde os primórdios, homens não precisam de exagerada atenção – ainda mais se essa for causada por algo que não seja de mérito exclusivo, e sim compartilhado por outros bilhões ao redor do globo. E, depois de presenteado, começam os agradecimentos: um meio sorriso e uma palavra usual, e as sobrancelhas erguidas da pessoa que deu o objeto, esperando por mais emoção, desejando ansiosamente que o mal agradecido derrame algumas lágrimas, ou relacione o presente com alguma experiência qualquer. Nada a mais acontece, surgem expressões emburradas e as cadeiras começam a esvaziar-se e o paizão finalmente rende-se ao sofá e tem o dia que merece.
      
Narro esse episódio mesclando a naturalidade com um visível desgosto, como se essa fosse uma vivência anual, cuja frequência me enojasse, mas minto. Filha de mãe solteira, essa data passaria despercebida por mim se não fossem os telefones misericordiosos que recebo. Amigos e familiares acreditando que passo esse domingo enrolada em lenços de papel, afundada num pesar eterno por não ter tido uma infância carregada aos ombros de um homem. Aquele tom de voz minguado ao telefone, perguntando se está tudo bem, forçando uma preocupação com a amiguinha bastarda. Nunca conheci meu pai, pobre homem que nem sabe da minha existência e, claro, mesmo que já tive vontade de conhecê-lo, essa era passageira. Não quero preencher linhas sobre a suficiente relação que tenho com a parte materna do meu DNA, mas quero tranquilizá-los: não penso que, já que minha identidade contém dois travessões embaixo do nome da minha mãe, meus conflitos existenciais sejam consequências disso – e nem quero que qualquer um pense isso. Me ligue outro dia, ou mesmo nesse, mas não acabe naquele pensamento sobre quão inútil é destinar um dia aos pais. Já passei da fase de ser rebelde sem causa, então, antes mesmo de tu concluíres tua frase, já estarei à procura de algo pra assistir na televisão.

Aug. 2nd, 2009

Não chora, não borra.

      Não faço o tipo chorona, nem sentimental. Se não me engano, a última vez que chorei em público foi no dia em que nasci, depois das palmadinhas que o médico teve que me dar - chore ou apanhe - e sozinha, nem lembro. Sou corajosa em quase todas ocasiões, e encaro muitas outras com uma frieza de dar inveja (ou pena) à maioria. Um Nobel para mim, que descobri outras mil formas de enfraquecer, sem muita frequência, sem ter que borrar a maquiagem. 
      


May. 23rd, 2009

(no subject)

      O passa e repassa de cartões em três máquinas que permitiriam a entrada de senhores robustos e carecas realçava o caráter exclusivo que o lugar tentava passar. A secretária estrábica, assim que desligou o telefone, me atendeu. Eu, como não sabia se ela olhava para mim ou para o porta guarda chuvas perto de mim, demorei um pouco para responder. Peguei o crachá de visitação, entrei no elevador com outros homens robustos e carecas e, sem querer, mentalmente critiquei o ar de superioridade de cada um deles. Limpei minha mente de qualquer pensamento desvirtuoso para contemplar o lugar: o quarto andar, ó o quarto andar!
      O balcão de madeira limpa me serviu de ombro amigo, para escorar-me enquanto não me atendiam. Um homem meio velho, meio surdo e meio caduco me conduziu até o destino, abriu a porta e me parabenizou com dois tapinhas no ombro. Cumprimentei a outra garota, que parecia bem mais entusiasmada do que eu, com um leve declínio da cabeça e sentei. Conforme as restantes chegavam, a salinha ia ficando pequena, insuficiente para conter o orgulho dos pais ou o ego das tais. O pequeno cômodo que estávamos nos privilegiava com uma visão quase panorâmica do resto do espaço, permitindo ver sem ser visto, sonhar sem incomodar. Nosso fascínio era explícito, com os olhos tímidos por cima de uma meia parede, buscando observar cada gesto daquelas pessoas que pareciam nunca cessar o trabalho, teclando freneticamente sem desviar os olhos da tela nem por um segundo. Isso foi outra coisa impossível de não perceber: as telas dos computadores foram posicionadas de acordo com a altura da pessoa que o utilizaria, tornando-a prisioneira da busca do inatingível texto perfeito e estreitando cada vez mais o coleguismo a uma básica relação profissional - contato visual virou lenda. A semelhança robótica da maneira em que movimentavam os dedos contradizia com o jeito que todo o resto do corpo de cada um funcionava. Moças sonhadoras, mulheres confiantes, homens cansados e senhores nostálgicos estranhamente se encaixavam naquele lugar com uma harmonia quase cósmica, apesar dos seus trejeitos tão diferentes.
      Em meio a um grupo de mulheres penteadas e de salto alto, aparece o glorioso - apesar de gremista - Sant'ana, como uma sombra cinza que desliza pelo carpete. A falta da sobrancelha não impede que ele tente erguer essa parte do rosto, bem em cima do seu olho que parece tentar se acomodar em meio às rugas experientes do escritor. Enquanto Marcos Losekann dava sua palestra improvisada, Coimbra corria de máquina em máquina de café, com os passos largos da cafeína. Nos deu um sorriso largo e tentou fazer uma piada, daquelas que só mesmo um comentarista esportivo poderia fazer sem perder a pose. Losekann demostrou mais talento como comediante, conseguindo fazer com que nós mostrássemos os dentes em uma única foto. E por falar em fotos, argh! Coloquei a camiseta do concurso por cima de um blusão largo e consegui aparentar ser ainda mais balofa, mas isso não importa.
      Foi, sim, a entrega não só de um prêmio, mas também de elogios e esperanças, além da representação de um sonho não tão distante - e só não coloco mais subjetividade nessa descrição porque pode fazer com que venham lágrimas aos meus olhinhos. Lágrimas essas que poderiam ser interpretadas como um desejo liquidificado, mas seriam apenas uma maneira de expressar a aflição da dúvida. Jogar pro alto aquilo que sempre quis fazer por um simples temor, ou abraçar essa paixão insegura por causa de algumas horas de sedução que o ofício propiciou? Ó dúvidas, ó céus, ó quarto andar.

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Apr. 8th, 2009

a star's about to fall

                                            
                                     

    Ando com o ingresso na mão e o coração na boca, mesmo não podendo esperar grandes surpresas, pois a turnê Dig Out Your Soul - responsável por trazê-los a Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba - está com um set list pré-definido e inalterado, inclusive na ordem das músicas. Foi assim na Cidade do México, Londres, França, Edimburgo, Lisboa, Estocolmo, Viena, Seattle, Hamburgo, Milão, Belfast, Oslo, Cingapura e Amsterdã. Então, ouviremos:

01. Fuckin' In the Bushes
02. Rock'n'roll Star
03. Lyla
04. The Shock of the Lightning
05. Cigarettes & Alcohol
06. The Meaning of Soul
07. To Bere Where There's Life
08. Waiting for the Rapture
09. The Masterplan
10. Songbird
11. Slide Away
12. Morning Glory
13. Ain't Got Nothin'
14. The Importance of Being Idle
15. I'm Outta Time
16. Wonderwall
17. Supersonic
18. Don't Look Back in Anger
19. Falling Down
20. Champagne Supernova
21. I am the Walrus


cante, gigantinho, cante.

Mar. 24th, 2009

(no subject)

                                                                           

     Que ironia, que nada. Não me lembro nem do gosto da adrenalina, tampouco da vontade de senti-lo. Preciso de um pouco de ânimo, ou de um trabalho, ou de outra faculdade, ou de um cursinho pré-vestibular, ou um namorado (argh), ou de companhia pra morgar no sofá. Morrer de velhice pode ser o sonho de muitos, mas eu não fico bem de cinza - muito menos no cabelo.

Mar. 22nd, 2009

Fato

       Só quem acorda de ressaca percebe que o bem mais valioso da humanidade é, de fato, a água.

Mar. 21st, 2009

Tanto faz? Mesmo?

     Hoje, ela poderia desejar tudo, mas tu o que ela mais quer é ânimo para tirar as tralhas que estão (e continuarão) em cima da sua cama. Cansada, vai até a sala à procura de um sofá, aperta um botão no controle remoto. Pensa que televisão é um entreterimento, e é isso que ela menos precisa agora. Volta para o quarto, se põe ao chão.
     Deitada, encara o teto que se transforma em um retroprojetor com cenas que tentou avançar. Percebe, então, que a realidade não era simplesmente uma abundância de absurdos - ela era o próprio absurdo, que se refazia continuamente. Sente, enfim, o turbilhão de emoções daqueles tempos, mas agora eles vêm em forma de impotência e consciência de que agora o importante é erguer um falsa maturidade, porque a realidade é inevitável. Importante também é se acostumar com esse vazio que chega a gelar o corpo todo, e esperar encontrar alguém se acostume com o esse jeito de sentir, tão próprio dela. E, mesmo que até para ela toda aquela cena pareça ridícula, o retroprojetor argumenta mostrando rostos e/ou expressões que ficarão apenas na memória.
     Agora, ela quer mais do que ânimo: quer aquelas manhãs de mal humor retorcidas por boas piadas, a saudade que se confundia com impaciência, as tardes cobertas por reclamações, as noites em que se falava e se escutava. Mas, tanto fez que agora tanto faz (ou não).

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